quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cristianismo e Direito


Cristianismo e direito situam-se em dois níveis diferentes. Não têm o mesmo objeto. O Cristianismo é um messianismo: é um projeto que é, ao mesmo tempo, uma promessa, o anúncio do Reino de Deus. O Reino de Deus é um mundo transformado, porque este mundo não é de Deus: não é o mundo que Deus tinha criado. O messianismo é o anúncio de uma humanidade renovada, em que reine a justiça e a paz, em que todos se tratem como irmãos. Para muitos é uma ilusão, um sonho, uma coisa irrealizável nesta terra dada a humanidade que existe e que nunca se prestará a isso. Jesus anunciou esse Reino, mas não definiu datas, não definiu as etapas, não definiu a estratégia. No entanto, desde há dois mil anos milhões de discípulos acreditaram e viveram para que esse anúncio se tornasse realidade. Não completaram a sua tarefa, mas não viveram em vão, porque houve algumas transformações, alguns setores da humanidade melhoraram e se aproximaram mais das promessas feitas a Abraão. Jesus não prometeu que esse Reino de Deus chegaria à sua plenitude nesta terra, mas quis que os seus discípulos trabalhassem nesse sentido.
José Comblin

sábado, 18 de julho de 2009

Deus onde estas?


Deus está na criação cultivada pelos homem e mulheres de boa vontade.Deus está no entusiasmo daqueles que acreditam que a "guerra" e a "violência" não são as últimas palavras da existência.Deus está no sangue dos que lutam pela justiça, dos que combatem todo sistema que oprime o ser humano e a natureza.Deus está na esperança que move o coração, que o impulsiona na luta para que o Reino por Cristo anunciado se torne concreto em nosso meio.Deus está nos pequenos e grandes gestos de solidariedade e de compaixão.Deus está nos pobres, nos que são marginalizados por sua raça, cor ou condição moral.

sábado, 11 de julho de 2009



O Pe. José comblin afirma, a missão do profeta como aquela
que foi tambem a missão de Jesus de Nazaré: ir ao mundo dos pobres para despertar a
esperança, e já começar a irrupçao do Reino de Deus. O profeta anuncia a chegada da
força de Deus, que vem revestir a fraqueza dos fracos deste mundo. A palavra e o
testemunho do profeta podem converter pessoas desesperadas, principalmente entre os
jovens. O profeta pode derpertar a conciência de pessoas que pertencem ao mundo
privilegiado. Pode derpertar vocaçoes verdadeiras para servir, exercer de verdade a
Eucaristia como lava-pés. O profeta é como um arauto das conversões. A mistica da
profecia é a perseguicão, desde sempre o profeta foi perseguido, pois os profetas
enchegam mais longe, eles não tem medo de ver e de falar. A perseguição é sinal de
autenticidade da profecia. Neste sentido o autor resgada a Espiritualidade cristão como
mística da profecía amorosa do Deus encarnado, que nos amou até as ultimas
consequencias. A misteca do profeta é a gratuidade e o “kenoses”, o Espírito é a força
propulsora da profecía. “não deixe morrer a profecia”, esta e uma das ultimas palavras
de Dom Helder, na afirmação do autor. O autor afirma que os profetas estão no meio de
nós. Os profetas sempre aparecem como pessas livres, pois são homens e mulheres
que vivem e se deixam impulsionar pela Espirito de Jesus de Nazaré.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

" Ama-me por Amor somente "


Ama-me por amor somente. Não digas: "Amo-a pelo seu olhar,o seu sorriso, o modo de falar honesto e brando. Amo-a porque se sente minh'alma em comunhão constantemente com a sua". Porque pode mudar isso tudo, em si mesmo, ao perpassar do tempo, ou para ti unicamente. Nem me ames pelo pranto que a bondade de tuas mãos enxuga, pois se em mim secar, por teu conforto, esta vontade de chorar, teu amor pode ter fim! Ama-me por amor do amor, e assim me hás de querer por toda a eternidade.

O sofrimento que cura


Minha própria percepção é de que se Deus não é pessoal e, por isso, aberto para chorar comigo em minhas tristezas, tampouco será capaz de rir ao meu lado em minhas alegrias ou se regozijar na minha prosperidade. Em Jesus, assim como na experiência de Jó e de tantos outros, não consigo ver um Deus intocável e insensível de tão poderoso que possa ser, mas, por ser tão poderoso, enxergo um Deus que se “rebaixa” se for preciso pra ter compaixão e misericórdia da minha miséria e que caminha comigo, uma ou dez de milhas, tanto no contexto das minhas dores como de meus maiores prazeres, em meio a alegrias que se conjugam com tristezas. Esse é o sentido da espiritualidade para Nouwen. Não se resume na simples idéia de realizar performances e sacrifícios para Deus, mas em convidá-Lo a entrar em nossas vidas de modo que Ele possa chorar com a nossa aflição ao mesmo tempo em que sofremos com as dores de Seu Filho e, conseqüentemente, compartilhemos do sofrimento do amor de Deus por um mundo ferido e proclamemos libertação. Conforme diz Nouwen, “assim como Jesus, quem proclama a libertação é convidado não só a cuidar dos próprios ferimentos e dos ferimentos do outro, mas também a fazer de seus ferimentos uma fonte maior do poder que cura” (2001, p. 119). Para Nouwen, um ministro ferido pode e deve ser também um ministro que cura. Mas, para sermos “servos da cura”, antes é preciso identificar, entender e aceitar nossa própria dor.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jesus quer Salvar os Cristãos

Jesus quer salvar nossa igreja de achar que sacerdotes são os outros.
Jesus quer nos salvar de ficar-mos olhando de longe.
Jesus quer salvar nossa igreja do medo.
Jesus quer nos salvar de significarmos boas-novas para outro mundo que não este.
Jesus quer nos salvar de pregarmos um evangelho que só trata de individuos, mas não dos sistemas que os escravizam.
Jesus quer nos salvar de reduzirmos o evangelho a uma transação relacionada à remoção do pecado, mas não à reconciliação de cada partícula individual da sua criação com seu criador.
Jesus quer nos salvar do desespero sancionado pela religião, do tipo que não crê na possibilidade de o mundo ser melhorado; do tipo queostensiva ou sutilmente ensina as pessoas a ficarem quietas e comportadas, esperando algo grandioso acontecer "um dia".
Citação do livro, "Jesus quer salvar os cristãos". Pr. Rob Bell e Don Golden

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A bíblia eo jornal


O pastor e professor de teologia Karl Barth dizia que o cristão deve carregar em uma das mãos a Bíblia e, na outra, o jornal. Isto significa, por um lado, que sem a Bíblia nada temos para pregar. Por outro lado, sem a “leitura do jornal”, a nossa pregação pode parecer endereçada a anjos e não a pessoas de carne e osso. Dito de outra maneira, a Boa Notícia da salvação quer atingir as pessoas na sua realidade de vida, dando alento e provocando transformação. Testemunho de fé que desconsidera a vida das pessoas e da sociedade produz fanatismo e isolamento. Testemunho que abre mão da Palavra de Deus não é testemunho cristão e leva à secularização. Somos, por isso, convidados a compreender o contexto ao qual o Evangelho é dirigido